As organizações de uma forma geral estão engajadas na busca contínua pelas melhores práticas e oportunidades de negócios, ou seja, aqueles que lhe darão vantagem competitiva e maior lucratividade. Ao fazê-lo ela espera obter uma expressiva participação de mercado e minimizar a ameaça representada pelos concorrentes.
A dificuldade das organizações em se valerem tanto das informações qualitativas quanto das quantitativas para construir o conhecimento tem sido uma das formas de fracasso na implementação da administração estratégica e a causa de falta de orientação nos negócios, desdobrando prejuízos pessoais, financeiros e materiais aos envolvidos no processo. A situação se agrava quando as próprias organizações empresariais não sabem como buscar de forma segura e eficaz as informações subjetivas de domínio das pessoas, sejam elas integrantes da organização, clientes, parceiros e até mesmo competidores. Esse tipo de informação, quando menos, constitui um recurso estratégico que pode sustentar processos de negociação bem sucedidos, favorecendo a vantagem competitiva diferenciada.
Os métodos de monitoramento do ambiente externo e concorrencial de uma empresa podem ser denominados, de modo geral, de Inteligência Competitiva. Estes métodos consistem de processos informacionais através dos quais a empresa realiza a escuta “antecipativa” dos “sinais fracos” do seu ambiente com o objetivo criativo de descobrir oportunidades e de reduzir os riscos ligados à incerteza (Lesca, 1996).
Num mundo onde a competição atual e a potencial são crescentes, em que os consumidores tornaram-se cada vez mais exigentes, em que a informação flui de forma veloz e a baixo custo, em que as empresas reinventam-se constantemente, em que fusões e aquisições são uma constante, em que o ciclo de vida dos produtos encurtam-se significativamente, e em que tais produtos tornam-se cada vez mais commodities, uma área produtora de informações passa ser vital. (Gonzales 2001).
A Inteligência Competitiva começou a ser adotada pelas empresas no início dos anos 80, como uma resposta às novas exigências de um mercado globalizado e de acirrada concorrência. Ter um Sistema de Inteligência Competitiva é considerado estar à frente no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. A produção orientada para as necessidades do consumidor não é suficiente para garantir sucesso de uma empresa. É preciso também monitorar a concorrência e as novas tecnologias para que se possa identificar as ameaças e antecipar oportunidades que permitam uma posição competitiva favorável.
Cabe concluir que a Inteligência Competitiva constitui-se em um poderoso recurso para a tomada de decisão e formulação de estratégias, bem como na busca de vantagens competitivas sustentáveis e num melhor posicionamento da empresa no mercado. Através dela pode-se compreender as forças que atuam no mercado, a posição dos concorrentes, seus pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças. De posse destas informações, a empresa pode traçar suas estratégias, antecipando-se aos movimentos de mercado e conseqüentemente ganhando maior competitividade.
E sua empresa tem um processo de inteligência competitiva estruturado? Coloque aqui o seu exemplo.
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